quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

002/2026 - Café com o teu contador: Quem vai pagar a conta de luz?

Salve, salve meus nobres amigos e amigas da Finansfera! Tudo bem por aí? Quem acompanha o meu blog sabe que no ano de 2026 eu resolvi voltar a empreender, dessa vez na minha área de formação, e para isso uma coisa que eu costumo fazer durante as prospecções que eu faço é tomar um café com meus potenciais clientes.  

Hoje eu resolvi chamar você, querido leitor que acompanha estas mal escritas linhas a tomar um café comigo. 

Via de regra, nos meus encontros pra tratar de negócios, eu não tento vender meu serviço diretamente, mas deixar claro aos (possíveis) futuros clientes que eu sou um profissional que pode agregar valor aos seus negócios, e por isso trato de assuntos dos mais variados gêneros. Um dos assuntos que eu mais gosto de conversar, por motivos óbvios, é o mercado financeiro. Então hoje eu resolvi escrever/conversar sobre algo que está acontecendo bem debaixo do nariz de todo mundo, mas que parece invisível para quem só olha para o próprio umbigo (ou para o feed do Instagram).

Mas antes de mais nada, o aviso de sempre: isso não é uma recomendação de investimento. É apenas a visão de um contador que gosta de ligar os pontos entre a economia real e o que está acontecendo no mundo. 

Se eu estivesse com um dinheiro sobrando agora e estivesse montando uma posição do zero, meu radar estaria travado em dois setores: Tecnologia e Elétrico. Pode parecer óbvio falar de tecnologia em 2026, mas o motivo aqui é a infraestrutura por trás da inteligência artificial. Todo mundo está emocionado com as Inteligências Artificiais. É robô fazendo poesia, IA criando vídeo e gente achando que vai ficar rico comprando qualquer empresa que tenha "Tech" no nome. Mas, aqui entre nós, vamos usar um pouquinho de lógica básica. 

Se você tentou montar um PC ou trocar a placa de vídeo recentemente, sentiu a facada. Os preços das GPUs subiram tanto que daqui a pouco vai valer mais a pena investir em chip de silício do que em ouro. E por que tudo isso? 
Cada resposta "espertinha" que a IA te dá exige um data center rodando no talo,gerando calor e sugando eletricidade. A demanda por energia está aumentando sensivelmente e, pasmem: a energia não brota por Wi-Fi. IA não vive apenas de brisa. A demanda por processamento de IA é voraz, e isso pra mim é claro como a luz que a IA consome, e por sinal, muita luz!

Cada novo data center focado em treinamento de modelos de linguagem e processamento em nuvem exige uma carga elétrica monumental. A demanda está aumentando sensivelmente e, no longo prazo, as empresas que geram e transmitem essa energia são as que vão "vender as picaretas" nessa corrida do ouro digital.

Para mim, o racional é simples: 

1) Mais IA = Mais hardware (Tecnologia);

2) Mais hardware rodando 24/7 = Mais consumo de energia (Elétricas).

Como investidor, gosto de setores que têm essa demanda represada e essencial. Se o mundo quer ser mais inteligente e automatizado, ele vai ter que pagar a conta de luz para as grandes geradoras e transmissoras. Pra se ter ideia, uma busca no ChatGPT consome cerca de 10 vezes mais eletricidade do que uma busca no Google tradicional.

Se eu estivesse com dinheiro sobrando agora — e olha que contador raramente deixa dinheiro sobrar sem destino — eu estaria olhando com carinho para o setor Elétrico e Tecnológico. Enquanto a manada está brigando para ver qual IA usar e para que, eu prefiro olhar para quem vai vender a energia para esses monstros processarem. É o clássico: na corrida do ouro, venda picaretas!

E por que isso só traria resultados agora se a IA não nasceu em 2026? Diferente de 2023 ou 2024, onde a IA era muita "promessa", em 2026 a implementação é real. As empresas já gastaram o que podiam em software; agora elas precisam de estabilidade. No Brasil, as empresas de Transmissão (que garantem que a energia chegue onde os servidores estão) e as de Geração de Energia, serão as grandes beneficiadas desse fluxo, e tudo indica que a demanda ainda vai crescer exponencialmente ainda em 2026, na minha humilde opinião.

Entre um café e outro a gente vislumbra grandes oportunidades. 

Bom, por hoje é isso, preciso voltar ao trabalho pois ainda não tenho uma IA trabalhando pra mim. E lembre-se: isso não é recomendação de investimento. É apenas o meu "feeling" de contador.

 Grande abraço, Contador Poupador! 

 

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sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

001/2026 - Balanço de Abertura: O Contador não morreu (estava apenas apurando o lucro)

Sim, senhoras e senhores! O blog está de pé! Calma, não precisam chamar o síndico nem declarar o óbito digital deste espaço. Eu sei, o silêncio desde setembro de 2025 foi longo o suficiente para parecer que o Contador Poupador tinha sido engolido por uma malha fina eterna ou que eu tinha fugido para um paraíso fiscal (quem me dera). Mas a verdade é menos cinematográfica: o blog continua de pé. Entre idas e vindas a vontade de escrever sobre a vida real — aquela que acontece fora das planilhas de Excel — continua pulsando por aqui

Por onde andei? (Spoiler: trabalhando como um condenado) Se você me perguntar por que sumi, a resposta é a mais clichê e honesta possível: a vida aconteceu. Continuo como funcionário na empresa, batendo o ponto e garantindo o pão de cada dia, mas decidi que era hora de colocar o CRC para jogo de forma mais autônoma. Abri meu escritório particular! Sim, agora divido meu tempo entre ser empregado e ser o "chefe" (que é o patrão mais carrasco que já tive). Atender os primeiros clientes particulares tem sido uma mistura de euforia e café frio, mas é o passo necessário para a independência que tanto planejo aqui.

O cofre e a sangria: um boletim de saúde financeira Se você esperava que eu voltasse em 2026 postando print de uma reserva de emergência de seis dígitos, sinto decepcionar. A vida de quem abre escritório e mantém dois empregos exige investimento. Portanto, ainda não tenho uma reserva significativa

Porém — e esse "porém" é o que me mantém dormindo à noite —, a sangria foi estancada. Sabe aquele momento em que o dinheiro parava de sair para o ralo e agora, pelo menos, ele sabe para onde está indo? É onde estou. O fluxo de caixa está sob controle, os vazamentos foram selados e agora o foco é começar a encher o balde novamente, centavo por centavo, como manda o figurino do Contador Poupador.

 Por fim, meus amigos da finansfera! Feliz 2026 (antes tarde do que nunca!) -  Eu sei, já estamos quase em fevereiro, o panetone já foi esquecido e o Carnaval já está batendo na porta, mas como este é o primeiro contato do ano: Feliz Ano Novo!

Se você ainda está por aqui, lendo estas linhas, saiba que sua audiência é o que me motiva a não transformar este blog em um arquivo morto. Que 2026 seja o ano em que a nossa contabilidade pessoal finalmente feche no azul, com sobra de caixa e falta de preocupação. 

Obrigado por esperarem. Vamos em frente, que o ano fiscal mal começou!

 


 

 

quinta-feira, 25 de setembro de 2025

010/2025 - Disciplina, Crise e o Erro dos R$50K: Porque o tempo passará de qualquer jeito!

Salve, meus amigos da Finansfera!

A publicação de hoje não será apenas uma postagem sobre finanças, mas um pequeno relato sobre a importância da disciplina, da paciência e, principalmente, de como o medo pode ser o fator mais caro de qualquer estratégia. Como estamos sem aportes, esse blog viverá de reflexões por algum tempo. Espero que a publicação de hoje ajude você, meu amigo leitor que busca a IF, a não cometer o mesmo erro que esse Contador que vos escreve. Vou revisitar uma época da minha vida de muito sacrifício, quando atingi um marco importante, e o erro que me fez perder a maior vantagem do investimento: o tempo.

A Jornada da Disciplina e o Primeiro Marco

A história da construção de qualquer patrimônio é feita de escolhas difíceis. Naquele tempo, meu salário girava em torno de R$3.000,00 e eu já carregava o peso das obrigações com casa, filho e contas. No entanto, eu tinha um objetivo claro, e com ele, veio uma disciplina implacável.

A regra era o sacrifício total. Lembro de raspar o cabelo em casa para economizar o dinheiro do barbeiro — um detalhe pequeno, mas que mostra o nível de determinação para otimizar cada centavo. Esse foco no objetivo valeu a pena: meu patrimônio alcançou a marca de R$50.000,00. Para a minha realidade da época, era um valor considerável, uma prova de que a estratégia estava funcionando.

O Fator Incontrolável: A Vida tem Outros Planos

É nesse ponto que a gente lembra da realidade brutal do investimento e da própria vida: por mais perfeito que seja o plano, por mais foco e disciplina que se tenha, nós não temos controle de tudo. A vida, e o mercado, têm seu próprio trajeto.

Essa ilusão de controle é o que nos faz sofrer quando a rota muda. O caminho para a riqueza não é uma linha reta; ele exige que sejamos mestres na adaptação. Você pode controlar seus aportes, suas escolhas e seu nível de sacrifício, mas jamais conseguirá controlar o noticiário, os presidentes ou as crises globais. E foi exatamente quando eu me senti mais seguro no meu planejamento que o universo decidiu me dar uma lição sobre humildade e o caos.

O "Joesley Day" e o Teste da Resiliência

Na busca por acelerar o processo, minha carteira estava 100% focada em ações. Eu estava no jogo de risco e, como a vida gosta de testar nossos planos, a crise veio.

Em 17 de maio de 2017, o famoso "Joesley Day", a delação que paralisou o país fez com que meu patrimônio despencasse. Vi o capital que custou tanto esforço e privação corroer da noite para o dia. Aquele susto brutal testou minha resiliência ao limite, e o medo de perder tudo acabou ditando a minha próxima decisão. O mercado se recuperou e, com o susto, realoquei todo o capital para a compra de um apartamento (essa história merece uma publicação a parte).

A Lição Mais Cara: O Plano Acima do Medo

O grande erro, o arrependimento que carrego, não foi a queda em si, mas sim ter deixado o medo quebrar o meu plano.

A verdade é que eu me assustei e abri mão da paciência. Se eu não tivesse me assustado com o efeito da delação na economia e tivesse simplesmente acreditado no meu plano, mantendo a disciplina dos aportes e a determinação inicial, muito provavelmente hoje eu já estaria com um patrimônio considerável, bem próximo do que eu havia traçado como objetivo.

A lição que fica é poderosa: o tempo vai passar — de um jeito ou de outro. Toda vez que nos assustamos e precisamos recomeçar o plano (como é o meu caso novamente), a corrida recomeça, e voltamos ao ponto de largada.

O Peso do Tempo: Uma Reflexão de Quase Dez Anos

De lá para cá, são quase 10 anos. Meu blog entrou num hiato, mas o de muitos amigos da Finansfera persistiu. Vimos blogs fecharem, mas muitos outros se mantiveram firmes, e alguns deles, inclusive, já celebraram a tão sonhada Independência Financeira (IF).

A pergunta que deixo para você, meu amigo leitor, é a mais cruel de todas: o que aconteceu na sua vida nestes últimos 10 anos? As crises vieram e se foram, o mercado subiu e desceu, mas o tempo seguiu. Aonde o seu plano teria te levado se você tivesse simplesmente continuado? É uma reflexão dolorosa, mas necessária para seguirmos fortes.

Não podemos mudar o que já passou, apenas aprender com os erros e seguirmos fortes. Com leveza e positividade, aceitamos que a jornada é feita de recomeços. O importante é não desistir da corrida.

Vamos em frente!


 

 

 



quarta-feira, 24 de setembro de 2025

009/2025 - A Tirania do Algoritmo e a Pergunta Cruel: Quem Tem Tempo Para o Que Importa?

Salve, leitores!

Hoje a reflexão é um pouco mais pessoal e, talvez, até um soco no estômago (o meu, principalmente). A pergunta que não quer calar e que vive rondando a minha cabeça é: Quem, de fato, tem tempo para acompanhar um blog? Ou, mais ainda, quem tem tempo para se dedicar a escrever um?

Essa não é a primeira vez que tento manter a assiduidade com o Contador Poupador. Como mencionei no último post, esta é a nossa versão 2.0. No passado, a falta de tempo – ou, para ser mais honesto, a má gestão da prioridade – me fez abandonar o projeto por um longo hiato. A vida, com seu ritmo frenético de trabalho, contas e obrigações, simplesmente engoliu a intenção.

E essa é a armadilha que vivemos hoje. Olho para os blogs que sigo, as leituras que amo, os pequenos prazeres que de fato me trazem conteúdo, e percebo: eu mal consigo acompanhá-los. Adoro ler os fechamentos de carteira de vocês, as reflexões sobre liberdade, mas frequentemente tenho que devorar o conteúdo em pequenas doses roubadas do meu cotidiano.

O Ritmo que Não Escolhemos

Por que vivemos nessa velocidade esmagadora? A gente se afunda em um ciclo: trabalha-se muito para pagar contas, e o pouco tempo livre que sobra é vendido para os algoritmos. Passamos horas rolando feeds, consumindo vídeos curtos e manchetes que nos mantêm em um estado constante de alerta e agitação, mas que, no fim, nos deixam vazios e sem conteúdo. É uma vida cheia de estímulos, mas pobre em significado.

Estamos sendo manipulados para valorizar a freneticidade em vez da profundidade. O algoritmo adora a sua falta de tempo; ele lucra com a sua agitação. Ele te convence que o tempo gasto lendo um texto longo, ou refletindo sobre o que de fato importa (como uma jornada de poupança ou uma simples leitura), é tempo perdido.

A Escolha Contra o Vazio

Se a vida é finita, o tempo é o nosso recurso mais valioso. E se estamos gastando esse tempo perseguindo um ritmo que não escolhemos, estamos nos afastando do que realmente importa: a saúde, as relações e, sim, o prazer de fazer algo que gostamos.

Para mim, escrever aqui é uma forma de rebeldia contra essa agitação. É forçar a pausa, organizar as ideias e priorizar uma atividade que me dá conteúdo em um mundo de puro scroll. É uma forma de dizer: o que importa é o que eu escolho consumir, e não o que me é empurrado.

Um abraço e que a gente consiga diminuir o ritmo,

CP!



 

008/2025 - Origem dos Centavos: A Inspiração que Virou a Versão 2.0 do Contador Poupador

Salve, meus leitores! Tudo bem com vocês?

Hoje vamos de #TBT (na quarta-feira) em um post que é puramente filosófico e de gratidão.

Como vocês sabem (ou talvez não saibam, já que a memória do Google é seletiva, rs), o Contador Poupador que vocês leem hoje é, na verdade, uma versão 2.0. Nosso projeto teve uma primeira vida anos atrás, depois entrou em um daqueles hiatos longos em que a vida real simplesmente engole a gente, e agora retornou com mais foco, mais propósito e, espero, com mais constância.

Mas todo projeto tem um ponto de ignição. E o meu foi o blog Mestre dos Centavos.

Eu conheci o Mestre na época em que eu recém havia me formado em Contabilidade. Eu não estava no vermelho, estava começando a "ajeitar" a vida, cheio de teorias na cabeça e com o diploma na mão. A arrogância que só a juventude nos dá me fez pensar: "Eu tenho muito a ensinar ao mundo, vou escrever um blog".

O Mestre falava a língua real do "pobretão" que quer virar o jogo, sem firulas. Ele me mostrou que era possível falar de dinheiro de uma forma que não fosse chata e, mais importante, me deu o empurrão inicial para começar a registrar a minha própria caminhada. Ele falava de temas complexos de finanças, mas com a leveza de quem está tomando uma cerveja com os amigos. O tom dele era irreverente, mas a mensagem era clara: uma mente organizada pode fazer centavos virarem milhões.

Apesar do Contador Poupador 1.0 ter entrado em hibernação — porque a vida, com seus perrengues e imprevistos, sempre nos coloca no lugar (e me ensinou a ter menos teoria e mais prática) — a semente plantada pela inspiração do Mestre nunca morreu. Se não fosse por essa inspiração no passado, provavelmente eu não teria voltado com a versão 2.0 do Contador Poupador agora, mesmo depois de todos os perrengues (e vocês sabem que tivemos alguns bons sustos!).

O Mestre dos Centavos se tornou o ponto de partida do meu projeto. É um lembrete constante de que a jornada é nossa, mas a inspiração pode vir de onde menos esperamos.

Um salve e um abraço forte ao Mestre, onde quer que ele esteja!

CP. 

Julius 

007/2025 - O Trabalho de Aceitar: Quando a Vida Pede Calma e a Planilha Espera

Um Salve aos meus poucos, mas valorosos, leitores!

Estou de volta mais uma vez, e desta vez o papo não é sobre a "Arte da Guerra" ou a ascensão heroica da nossa Carteira da Redenção. O assunto é mais sobre o trabalho de aceitar que, por mais que a gente planeje, nem tudo está sob nosso controle.

Nós, que estamos na jornada da poupança e da liberdade financeira, somos viciados em controle. Queremos a planilha perfeita, a rentabilidade garantida, o aporte constante, o futuro desenhado a lápis e caneta. Mas aí a vida, essa mestra do improviso, chega e diz: "Calma lá, meu filho. O roteiro é meu."

É exatamente o que está acontecendo por aqui. Para o mês de Outubro, tínhamos um plano. Tínhamos metas. Mas, mais uma vez, a vida resolveu nos colocar à prova através da saúde. Como vocês sabem, nosso fiel companheiro de quatro patas, está enfrentando uma doença grave e exigindo cuidados e custos que não dão para adiar ou ignorar.

A Despesa que Vira Prioridade (e a Lição que Fica) 

Não teremos aportes em Outubro. E quer saber? Está tudo bem.

Sei que essa é a notícia difícil para a planilha, mas é a decisão correta para a vida. Nesses momentos, a gente percebe o que é prioridade de verdade. De que adianta ter um futuro financeiro brilhante se o presente está em pedaços?

O grande trabalho de aceitar é entender que os imprevistos vão acontecer. Eles não pedem licença, não olham a nossa DRE pessoal e não esperam a melhor época do mês. E é aí que entra o valor, não só do dinheiro que a gente guarda, mas da filosofia que a gente constrói.

A cada novo desafio com a saúde, por mais doloroso que seja, eu me lembro: se não fosse pela reserva que começamos a construir (e que mal saiu do chão!), essa situação seria infinitamente pior. Estaríamos endividados e desesperados, somando a dor emocional à dor financeira.

O Copo Meio Cheio da Incerteza e a Mudança de Rota

A falta de controle é assustadora, mas ela também nos ensina a ter resiliência. Aprendemos a respirar, a reorganizar o plano e a priorizar a nossa vida sobre o nosso patrimônio, sabendo que o patrimônio serve exatamente para blindar a nossa vida nos momentos difíceis.

Por motivos óbvios, e para garantir que o foco seja 100% na recuperação do nosso pequeno amigo, é muito provável que não haverá novos aportes nos próximos meses.

Portanto, as próximas publicações terão um cunho mais filosófico e reflexivo do que de "balanço financeiro" propriamente dito. O blog continuará firme, mas o foco será nas reflexões sobre vida, trabalho e frugalidade, enquanto a poupança faz o seu trabalho silencioso de proteção.

Então, por aqui, o mês de Outubro e os próximos serão de foco total na saúde. A planilha vai esperar, mas a nossa cabeça fica tranquila porque já não estamos mais partindo do zero. A disciplina de hoje nos dá o fôlego para lidar com a falta de controle de amanhã.

Um abraço (e energia positiva para quem está passando por seus próprios imprevistos!),

CP!

 


segunda-feira, 1 de setembro de 2025

006/2025 - O copo meio cheio: O Inverno Chegou e a Reserva Salvou

Olá, caros poupadores e acompanhantes desta jornada!

É, eu sei. Eu sumi! Foram longos 91 dias, um trimestre de silêncio por aqui, e eu peço mil desculpas pela ausência. A vida, essa velha caixinha de surpresas, me deu um bom sacode e acabou me puxando para o "mundo real" por um tempo. Mas, como sempre, a volta é com novidades – e algumas reflexões que só o tempo e uns bons perrengues nos trazem! Onde eu estava? Nas trincheiras da poupança e da vida real!
A boa notícia é que, nesses 91 dias de hiato, a "Carteira da Redenção" não ficou parada. Pelo contrário! Com um misto de disciplina, algumas apertadas aqui e ali, e a persistência de um maratonista que só vê a linha de chegada, conseguimos amealhar, vejam só, quase R$ 9.000,00! Sim, meus amigos, aquele primeiro "milão" que comemoramos lá atrás agora têm alguns irmãos e primos, engordando nossa reserva. Isso, por si só, já seria motivo de festa e fogos de artifício, certo?

Mas a vida… ah, a vida tem um senso de humor peculiar!
Como bem sabemos, nem tudo são flores no jardim da vida (ou na planilha do orçamento). Durante esse período de reclusão e foco financeiro, o destino resolveu testar nossa resiliência. Meu fiel companheiro de quatro patas, nos deu um susto daqueles com uma doença grave. Dias e noites de preocupação, visitas ao veterinário e, claro, um bom punhado de notas que voaram mais rápido. Seu estado ainda é grave, e por óbvio, as despesas não vão cessar por aqui tão cedo.
E, para completar o combo de "emoções fortes", o inverno deste ano resolveu mostrar toda a sua ferocidade por aqui. Frio que entra pelos ossos e que, infelizmente, pegou de jeito a minha pequena filha. Noites mal dormidas, aquela aflição de pai e mais idas e vindas à farmácia e ao pediatra.

O Lado B, ou melhor, o Lado "Bônus" da Reserva de Emergência!


Sem um mínimo de planejamento financeiro, esses episódios seriam sinônimos de desespero e, invariavelmente, de mais dívidas. Seria ligar para o gerente do banco, pedir empréstimo, ou se virar com o cartão de crédito a juros que fariam um agiota corar. Seria mais um prego no caixão da nossa já combalida saúde financeira.
Mas, e aqui vem a grande "pílula de esperança" por trás do sumiço: por causa daqueles R$ 9.000,00 que a gente estava guardando com tanto carinho, conseguimos passar por tudo isso sem recorrer a um único centavo de empréstimo/crédito!
Foi a nossa reserva, ainda em formação, que aguentou o tranco. Foi ela que nos deu a tranquilidade (dentro do possível, claro!) para focar na saúde do doguinho e da pequena, sem ter que somar à preocupação principal o fantasma das contas impagáveis.

A lição da ausência:

A vida acontece, e ela não espera a gente estar com a planilha em dia ou com o blog atualizado. Ela joga a bola e a gente tem que chutar. E o que se pode inferir nesses 91 dias é que a verdadeira "Arte da Guerra" financeira não é só acumular, é se preparar para a batalha. É ter um escudo, uma armadura, mesmo que ainda meio enferrujada ou em construção.
Então, sim, o hiato foi real, as preocupações foram grandes, mas o copo está "meio cheio" de gratidão. Gratidão por ter iniciado essa jornada, e por hoje poder dizer que, apesar dos sustos, seguimos de pé, sem novas dívidas, e com a certeza de que cada real poupado é um tijolo a mais na construção da nossa tranquilidade.

Até o próximo post (e espero que não demore outros 91 dias)

Um abraço, CP!